Espelho - Parte IV
Continuandoa história! Depois de algumas semanas sem conseguir escrever nada que prestasse... eis a quarta parte, espero termina-la logo! AVISO: quem não leu as primeiras partes é altamente recomendado que o faça! Se não a historia vai ficar ainda mais sem pé nem cabeça do que já é! Hasta pueblo!
{...}
Cíntia abriu os olhos lentamente. Sua visão se turvou por alguns instantes, haviam pelo menos quatro pessoas no ambiente, que a julgar pelo toque macio nas costas ainda era a sua cama.
~ Como se sente? - um homem com um paletó branco levava uma pequena luz aos seus olhos.
~ Não sei... um pouco estranha... o quê aconteceu?
~ Você desmaiou quando sua mãe lhe falou... - um pigarro vindo da mãe de Cíntia cortou a fala do aspirante a médico - bom, qualquer coisa sua mãe pode me ligar, ela já tem o numero.. qualquer coisa é só chamar tá bem Cíntia?!
~ Tá... - Alguns minutos depois estavam novamente a sós no quarto Cíntia e a mãe. - Então é verdade?
~ Sim... - o olhar da mãe era fundo - ... não sabem quem foi ainda.
~ Compreendo... - o olhar de Cíntia, ao contrario, era proximo, mais precisamente na pequena rachadura do espelho, tudo não havia sido um sonho afinal... - espero que peguem logo quem fez isso com ela...
A mãe estranhou o tom da fala da filha, mas logo concluiu que deveria ser pelo choque da situação e, por instinto, a abraçou. Cíntia retribuiu o abraço calorosamente dando vazão às lágrimas que agora saiam. Não por vontade propria, mas por alguma especie de encenação, não que ela não estivesse triste com o ocorrido. Apenas não conseguia chorar verdadeiramente pela ex-namorada.
Por recomendação da sua mãe passou o resto do dia na cama. Na cabeceira ligou alguma musica qualquer no celular. Evitou coisas rotineiras, preferia ouvir aquelas musicas que raramente ouvia mas que ainda assim estavam na memoria do aparelho. Acabou adormecendo. Sua mãe lhe despertou no começo da tarde perguntando se ela queria ir no enterro de Anie, afinal, Cíntia poderia não querer ver a amiga ali, no caixão.
~ Vou sim mamãe... quero me despedir dela...
A mãe compreendeu, até apoiou e deu toda a assistencia que Cíntia queria. Ao contrario do que todo mundo pensou, ela só queria ver o que tinha feito... sentia-se cruel por dentro. Mas não conseguia agir diferente, agradecia à todos que lhe abraçaram, a todos que lhe deram pêsames... por dentro ela queria se jogar dentro do caixão e ir junto pra baixo da terra. Mas algo a segurava, como se fosse uma capa. Algo que a envolvesse... o quê era aquilo?
Ao fim do dia se sentou em frente da penteadeira. Abriu o diario e a "capa" saiu, escreveu duas páginas completamente envolta em choro, se dizia - nas páginas do diario - culpada de tudo, sabia que era ela, não sabia como, mas sabia que era ela. O espelho refletia as palavras ao contrario - como devia ser. Quando Cíntia terminou de escrever fechou o diario e suspirou um pouco mais aliviada.
Ergueu os olhos ao espelho. Sua face sorria, como se estivesse satisfeita...
~ Então - o sorriso se transformou em movimento e logo em palavras - quem é a proxima minha menina?
~ Como...?
~ Não me compreendes não é?!
~ Não... - Cíntia tocou o espelho, estava quente - ... o quê eu fiz?
~ Nada, eu fiz tudo... - a voz mudou, bem como o rosto, agora parecia mais de um homem - quer que eu lhe conte minha historia?
~ Eu vou acordar daqui a pouco - Cíntia murmurava se afastando alguns centimetros, resolveu acreditar que tudo era um sonho e "entrar na brincadeira" - Claro, por que não, quer que eu lhe sirva um chá também?
~ Pois bem - a face do espelho transformou-se, completamente, em uma face masculina - Me chamo Louis... nossa, você é muito parecida com ela...
~ Com quem?
~ Com minha amada... sóis vós Carolina?
~ Não, meu nome é Cíntia - ela se aproximou sem perceber - Me conte sua historia... me fale de você - De fato Louis era muito bonito, fosse um sonho ou não pouco importava, o fato era que ele era muito bonito.
~ Então, eu vivi no mundo aí, mas tem muitos anos... creio que muita coisa mudou, creio que minha Carolina se casou... quem sabe até já tenha morrido - o semblante dele era triste - em todo caso... eu e carolina iamos nos casar, nós nos amavamos, vivemos tão pouco juntos, mas de uma forma tão intensa, tao mágica... tecemos planos juntos, a vila na época repudiava nosso romance, mas não ligavamos! Estavamos felizes um com o outro até o dia em que o pai dela, que era governador da provincia, decidiu por casar a filha com o filho de um senador influente... pois o pai de Carolina queria chegar ao cargo de presidente, fato que nunca conseguiu, mas isso não convém... ela, por sua vez queria casar-se comigo, e eu com ela, tramamos de fugir, o plano perfeito! Numa noite, no começo da primavera eu passaria aqui e fugiriamos para qualquer lugar, nos casariamos e o pai dela passaria a aceitar nosso casamento! Acontece, porém, que alguem contou do nosso plano ao governador... quando eu vim buscar Carolina dois capangas já me esperavam pra me matar, então, em frente desse espelho, tomei dois tiros e morri... falaram para Carolina que eu desisti dela e fugi da cidade, eu estava dentro desse espelho quando ela chorou e arrumou as malas dizendo que iria embora daqui, pois as lembranças a faziam chorar demais... naquela época eu mal conseguia vê-la, demorei anos para conseguir me materializar no espelho e ser visivel.. e outros anos para conseguir sair para procura-la... mas nunca a encontrei...
Cíntia não sabia o que dizer, aquela historia parecia inventada demais. Muito parecida com as que ela leu em livros quando era mais nova... parecia um Romeu e Julieta, mas caricato. Preferiu não ir contra seu sonho. Sabe-se lá o que ele queria dizer. Meneou a cabeça como se acreditasse.
- Postado por: Luis às 16h20
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Espelho - Parte III
Atrasei um pouco... essa parte estava pronta desde terça passada, não sei porque não postei... bom, aí está a parte 3, espero que a proxima seja a ultima - nem eu acredito nisso, mas beleza. Aviso importante: Se não leu as demais partes sugiro o fazer pra ter um entendimento correto da história! Hasta pueblo
{...} Cíntia abaixou a cabeça respirando fundo, Anie sairia do ambiente encerrando, assim, a breve conversa entre elas. Quando ela tornou a abrir os olhos manteve a iris erguida, praticamente unida à sombrancelha. Com um movimento de olhos ela fechou a porta segundos antes de Anie sair. Quando a mesma se virou para tentar entender o que havia acontecido ela levantou o rosto calmamente.
~ O que você... - dizia Anie se escorando na parede - O que você vai...
Anie não teve tempo de completar a frase. Com outro movimento de olhos de Cíntia sua cabeça virou para trás a matando quase instantaneamente.
Alguns instantes depois do ocorrido os olhos de Anie estavam vidreos fitando sua assassina. Foi quando um piscar mais longo trouxe Cíntia de volta ao seu controle... foi quando ela viu o cadaver postado a não mais de três metros de seus pés.
~ O quê... eu... - a fala da garota agora estava tremula, era, seguramente, a primeira vez que via um cadaver tão de perto, e, obviamente, a primeira que era ela a culpada pelo ocorrido - fiz...? Seu instinto foi de sair dali o mais depressa possivel. Pelo horario avançado o corredor da escola estava vazio... seguiu em silencio até sua casa, não conseguia tirar da cabeça a lembrança da briga com Anie, de Anie ali com a cabeça virada pra trás, de Anie morta!
Desejou diversas vezes ver Anie morta, mas era algo sempre da boca pra fora, nunca achou que veria realmente. Se arrastou até o quarto, ignorou o convite de sua mãe para se sentar à mesa, se disse sem fome e cansada, disse que iria tomar banho e dormir. Depois do banho se dirigia pro quarto quando a porta se abriu sozinha "é o vento, é o vento" tentava dizer à si mesma.
Parou em frente do espelho vestida com um pijama que havia ganho de alguma tia que já havia falecido. Gostava dele por ser confortavel. Munida da escova pós-se a escovar os cabelos, foi quando algo no espelho parecia olhar para ela. ~ Juntas - disse a face no espelho - somos imbativeis minha menina!
Um grito se seguiu paralelamente ao arremesso da escova contra o espelho. A face distorcida nos pedaços de vidro partidos prosseguiu.
~ Não precisa ter medo, estou do seu lado... o quê achou de nossa primeira vitma?
Cíntia não respondeu, não conseguia raciocinar, pensou em correr lá para baixo e contar todo o ocorrido para a mãe, mas preferiu se atirar à cama cobrindo-se até a cabeça desejando que aquilo tudo fosse um pesadelo e que ela acordasse agora.
Quando o sol rompeu as frestas da cortina ela acordou crente que tudo havia sido fruto de um pesadelo, o espelho estava intacto, parecia até mais limpo do que antes, a escova estava postada corretamente, o diario arrumado... a penteadeira estava completamente arrumada. Como se nada tivesse acontecido, mas e o quê eram aquelas lembranças? Ouviu passos na escada. Se jogou de volta na cama. Tudo havia sido um pesadelo.
~ Filha... está acordada? - sua mãe entrou séria no quarto, ao constatar que Cíntia já havia despertado se sentou ao lado da filha na cama - Precisamos conversar sobre Anie...
Cíntia não estranhou. Não seria novidade se Anie estivesse lá embaixo querendo reatar com Cíntia. Ou até mesmo a mãe de Anie tivesse ligado pras duas se reatarem.
~ Claro mãe - Cíntia se sentou ainda sem sair de debaixo das cobertas - o quê aconteceu?
~ Quando vocês se falaram pela ultima vez ontem?
~ Hum... depois da aula... a gente discutiu no banheiro e... - Cíntia não sabia se estava falando de um sonho ou de algo que aconteceu - foi só, depois da briga eu vim direto pra casa - Provavelmente, pensou ela, sua mente imaginara o resto das cenas que tinha na mente, afinal, o espelho estava inteiro.
~ Você é uma guerreira - quando sua mãe enrolava assim não era bom sinal, e ela sabia disso - e eu estou aqui pro que precisar viu? Eu e sua irmã te amamos...
~ Fala logo mãe - da forma que Cíntia falou não parecia duro - Ela tá aqui embaixo?
~ Não... - a mãe abaixou o olhar - ... ela foi encontrada no banheiro da escola... morta...
Cíntia não entendia mais nada. Sentiu vertigem. Nada mais fazia sentido. Sua cabeça rodava, olhou rapidamente pro espelho e teve a certeza de ver o vulto de um rosto nele sorrindo de canto de lábio. Sua pressão caiu vertiginosamente. Desmaiou.
- Postado por: Luis às 03h04
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Espelho - Parte II
a Cy entrou e a historia continuou... bizarro eu só conseguir escrever na janela dela... mas enfim, sei que NINGUEM estava ansioso pela segunda parte, mas eis ela aqui! Aviso: se não leu a primeira parte sugiro ler antes de começar a ler essa oks?! Ela está logo abaixo dessa ;* hasta o/
Ainda deitadas na cama, abraçadas o espelho refletia a mãe de Cíntia entrando no recinto.
~ Pelo que vejo fizeram as pazes... - o sorriso dela era farto - muito bom!
~ Sim... - disseram juntas se afastando suave e lentamente.
~ Isso merece uma comemoração especial - ela se sentou à cama perto das meninas - vamos almoçar fora!
Elas, obviamente, adoraram a ideia. Anie pediu um instante para avisar sua mãe onde e com quem almoçaria, a mãe não ousou reclamar, até achou bom as amigas se reatarem tão rapidamente. Anie desceu as escadas rumo à porta enquanto Cíntia se trocava e se maquiava diante do espelho. Que estava levemente embaçado, como se jogasse bafo quente no espelho. Ela achou curioso, afinal, o quarto estava quente, não havia como o espelho embaçar assim. Passou a ponta dos dedos e o embaçamento sumiu por completo. Estranhou, mas devia haver alguma fonte de umidade que infiltrava no quarto e deixava o espelho assim. Os gritos a apressaram. Desceu as escadas aos tropeços. Não caiu nem tampouco se machucou, mas era desajeitado a forma que descia.
Almoçaram rindo e se divertindo, após o almoço todas juntas foram ao cinema. Cíntia de mãos dadas com a amiga mais que amiga, não prestaram atenção ao filme, apenas nas mãos uma da outra.
Algumas semanas se passaram e a relação delas se afinou. Elas passavam a maior parte do tempo juntas, as suspeitas do colégio inteiro já era sabido pela maioria dos professores, pelas mães das duas, que a principio, tiveram o choque inicial, mas viram que elas não deixaram de ser suas filhas e assim não tiveram maiores problemas.
Confome as semanas passavam a primavera se mostrava em cada árvore florida no pátio da casa de Cíntia. Aquele era o lugar predileto das duas para trocarem suas caricias... embora o quarto fosse muito requisitado para isso, tendo em vista o fato de ser mais reservado e ter sido, ali, o primeiro beijo delas.
As brigas por ciume eram corriqueiras, algumas discuções também. Mas eram resolvidas, sempre, com um longo e caloroso beijo onde as mãos tocaram-se na pele uma da outra. Uma dessas brigas, porém, havia posto fim na relação delas. Naquela noite Cíntia não dormirá, passou a noite em claro, em frente da penteadeira escrevendo em seu diario o quanto amava e odiava Anie. Adormeceu de bruços sobre o diario.
Quando acordou no dia seguinte estava na mesma posição, olhou sua cara inchada no espelho, estava horrivel. "Tudo culpa daquela maldita" falou em um tom rancoroso de voz. Se levantou tendo a certeza de fechar o diario e tranca-lo. Pois não queria sua mãe o lendo. Guardou a chave atras do espelho, ali havia um pequeno prego que cabia, exatamente, a chave. Seguiu para o banheiro afim de tomar um banho quente para ir para a aula. Tinha de chegar cedo para pegar outro lugar, o mais longe possivel de Anie.
Voltou do banho com a toalha enrolada na altura dos seios. Sua surpresa foi ver o diario ali, escancarado, aberto. Tinha a certeza de tê-lo trancado... mas então o quê era aquilo? Sua mãe foi a unica pessoa que pensou, naquele instante, que havia lido seu diario. Isso lhe deixou pocessa de raiva. Mas não queria desabafar na mãe, nem mesmo na irmã, pois elas eram sua sustentação. Não achava correto desabafar nelas, pois se sua mãe havia lido o diario era pro bem dela.
Passou todas as aulas evitando, ao máximo, olhar para Anie. As amigas que tinham em comum imaginavam que era mais uma briga e assim assumiram a postura de se dividirem, cada uma consolando a outra... apenas quando notam que o que quer que tivesse ocorrido entre elas era definitivo elas resolveram deixar as duas à propria sorte. "Belas amigas essas" pensava Anie indo pro banheiro lavar o rosto depois da última aula.
Cíntia tinha o mesmo pensamento das amigas. Estava com algumas lágrimas ainda rolando por sua face quando entrou no banheiro do colégio. Sua surpresa não foi maior nem menor que a de Anie.
~ Você tá me seguindo? - Anie falou enxugando o rosto com a blusa no ombro.
~ Eu? Veja lá se tenho habito de seguir pessoas como você... - o tom de voz de Cíntia era rispido.
~ Como eu? Ah, por favor, eu não fico dando mole pra qualquer um...
~ Então ajudar a repassar a matéria é dar mole, ok senhorita Anie, ok!
~ Não foi bem isso que correu pelos corredores! - Anie deu a sua ultima cartada.
~~ To Be Continued
- Postado por: Luis às 02h27
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Espelho- Parte I
Bueno, bueno... pra movimentar o blog resolvi postar uma "coisa" que comecei a escrever na janela de MSN da Cy e... vamos ver o quê sai!
O outono chegou diferente, não era apenas pela mudança de casa, de cidade... Cíntia realmente não ligava de se mudar, já não tinha muitos amigos na outra cidade, nessa, menor, esperava ter menos ainda. Longe disso ser inteiramente ruim, mas também não era bom. Logo que saiu do carro uma rajada lhe acariciou os cabelos, levou o olhar a uma janela no topo da casa. Era ali que queria seu quarto, assim fez questão de avisar à sua mãe, pai e irmã mais nova.
No quarto havia uma penteadeira que parecia ser muito antiga coberta e encostada no canto do quarto. Cíntia não entendeu o motivo daquilo e dispensou sua propria penteadeira que usava na outra cidade passando a se pentear somente nessa inteira de madeira detalhada, com adornos e um espelho muito limpo, era preso por duas hastes laterais, de modo que podia vira-lo pra trás quando quisesse. Tudo estava perfeito.
Ia às aulas todos os dias, não tinha do que reclamar... estava até fazendo novos amigos. Entre eles Anie, com quem destilou extrema amizade, ambas dormiam ora na casa de uma, ora na casa da outra. Quando o inverno chegou as visitas ficaram menos frequentes, em decorrencia das fortes tempestades que alagaram, parcialmente, a cidade.
Uma noite o pai de Cíntia não voltou no horario habitual, não voltou na manhã seguinte... acharam-no dentro do carro completamente submerso em um corrego que transbordou levando a ponte que ele passava no exato instante. Havia morrido mais pela batida do carro contra os pedaços da ponte que propriamente pela água. Alguns dias se seguiram tristes, Anie havia se mudado pra casa da amiga afim de lhe oferecer todo e qualquer apoio que conseguisse.
E havia surtido efeito, pois a familia, aos poucos, retornava à sua rotina habitual... claro, os primeiros meses foram complicados, mas nada que impossibilitasse a vida delas sozinhas ali. Cíntia voltou a frequentar as aulas, agora mais unida ainda com Anie. Ambas eram unha e carne, onde visse uma, a outra não estaria longe... alguns chegam a cogitar delas terem um caso amoroso, mas tão logo cada uma começou a namorar um garoto - ainda que por poucas semanas - serviu pra dissipar essa suspeita dos demais alunos.
Porém, como toda amizade, algumas brigas ocorreram, claro, eram podadas as arestas em poucos minutos, algumas demoravam horas pro nervosismo passar... uma delas, no entanto, só foi terminar no dia seguinte - um sábado de manha. Cíntia não havia conseguir dormir de remorso de ter brigado com a amiga, o mesmo ocorreu com Anie. Logo que amanheceu Cíntia ligou para Anie, ela atendeu no primeiro toque. Oito segundos de ligação, sufientes pra um "venha aqui" seguido de um "estou a caminho", foram mais que suficientes pra tirar Anie da cama naquele dia frio.
Tão logo tocou a campainha elas seguiram para o quarto. A mãe de Cíntia havia saído para trabalhar, sua irmã mais nova havia ido junto com a mãe. No quarto o clima estava mais aquecido, mas ainda assim estava frio. Cíntia se jogou na cama se cobrindo.
~ Vem cá - disse sem pensar - deita aqui.
Anie não hesitou, se deitou ao lado da amiga se cobrindo. Anie começou a falar em disparada, sobre como havia sido burra, que elas não tinham motivos para brigarem, foi nesse instante que Cíntia, com a ponta do indicador, calou a amiga. Um segundo, foi o tempo em que todos os sons do ambiente cessaram. O espelho da penteadeira refletiu, então, a aproximação. Olhos nos olhos, lábios nos lábios e um beijo lento se fez.
os erros gramaticais e de concordancia se devem pela hora e pela minha preguiça total em revisar! Logo posto a parte II... hasta pueblo o/
- Postado por: Luis às 02h59
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sem comentario do autor hoje, ela sabe que é pra ela =D
num acaso ou num ocaso? na hora certa ou num atraso? ritmado ou num descompasso? pouco importa se é êxito ou fracasso te conheci e acelerei meu passo deixei pra trás o cansaço me envolvi no teu abraço tal qual se amarra um laço e nos tais amassos quebro a rima em pedaço tudo pra dizer que te amo!
- Postado por: Luis às 11h35
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Uma pequena Elegia escrita por mim e pela Cy
Balsa
Uma noite de despedida, no rio a pequena balsa leva o corpo lentamente. Os atiradores preparam flechas acesas, meus olhos os paralisa momentaneamente. Jogo duas rosas, vermelha pelo amor que dediquei àquele corpo, branca pelo desejo de paz. Um suave gesto de cabeça e as flechas incendeiam a balsa; o clarão ofusca a luz da lua, o reflexo na água é ficcional, aos poucos a curva oculta a balsa, o corpo, o clarão, o reflexo - tudo se esvai.
- Postado por: Luis às 00h12
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primeiro post do ano saiu quando começou a chover =D
choveu forte firme, vento vindo do norte cheiro de terra, vida e morte gotas geladas precipitando-se dos telhados exalando o cheiro do chão telhados lavados arvores enxaguadas ruas molhadas vias alagadas chuva, afinal, molhada
- Postado por: Luis às 18h37
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pra não deixar o blog morto muito tempo, vou postar mais uns versinhos que escrevi e mandei pra amada no depô =D
Podia mandar mil emoticons de coração Mil versinhos de qualquer autor - até meus. Posso me sentar a centimetros de ti e pedir desculpa, E mesmo que me desculpe, nada vai tirar a sensação de que não consigo dizer o quanto te amo É mais que o simples amar, é maior que tudo, tuuuuuuuuuuudo e tudo ao quadrado quadrilateral do quadrilatero de quadro!
Se agora fico com o fone aqui, batucando no teclado tentando "achar" uma frase em minha cabeça. É com o objetivo de te dizer que te amo pra dedeu, imensamente grande e todos os superlativos que me correram da imaginação agora.
É isso, não tem pq "complicar". Eu te amo Nay! Nunca me senti tão bem ao dizer isso... nunca me senti tão leve ao dizer isso... realmente, tu me faz bem... tem uma musica, não tenho a menor ideia de quem canta, mas falava "te amar é tão bom"
e ficou grande, mas quando é pra ti, perco o controle de minha leveza, perco o controle sobre as palavras, elas simplismente saem de atropelo e se atropelando se desvelam versos e poemas...
♥
- Postado por: Luis às 17h02
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escrevi isso na janela de MSN da cy antes de ontem... resolvi postar aqui pra ver se alguem mais lê e acha bom também =)
um ser sem sonhos é um ser vazio quem não sonha não vive o que é a vida, se não um eterno sonhar um eterno recolher e colar os sonhos partidos? essa é a graça da vida, sonhar sonhos colados sonhar sonhos remendados até o momento em que eles se realizam nesse instante, eles são novos sonhos recem tirados de suas caixas e prontos pra pulsarem e viverem mais e mais
- Postado por: Luis às 02h49
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ah... eu ia fazer uma intro, dizer um monte de coisa e bla bla bla... mas não vou não. Ninguem visita essa joça desse blog se eu não falo nada kkkkkkk Nay, amor, é mais um pra ti viu?! ♥
eu odeio quando você passa dias e dias sem dar noticia eu odeio quando ligo no celular e dá fora de área odeio não pelo fato de eu ficar preocupado com seu sumiço não pelo fato de não conseguir "te achar" odeio porque isso não me deixa bravo, ou com raiva esse teu jeitinho de ser, de agir, é algo que me completa não digo que és perfeita, porque pra isso falta eu -hahahahahaha- não vou dizer isso ou aquilo, compor linhas e mais linhas dos meus versos tortos não gosto de parecer repetitivo, não gosto de ser repetitivo e, contigo, nada é igual, nunca... nas vezes que te ouvi, que te vi -por enquanto ainda em sonho todas foram diferentes, não, não pergunte o quão diferentes ainda não existem palavras pra expor meu pensamento, ainda não o que sinto perto de ti, é algo semelhante a mágia, só mais forte -bem mais forte se é eterno, não há como saber, aprendi com os anos que nada é eterno nem o tempo, nem o vento, nem a lua, nem o mar mas... versos vão, poesia vai resumo essa pasmaceira de versos com um singelo Eu te Amo, Eu te amo e Eu te Amo Nay!
- Postado por: Luis às 15h06
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é... então... não vou falar nada, até porque a primeira pessoa que vai ver é pra quem talhei esses versos
Odeio
Odeio quando eu chego pra baixo e você, sem saber, me anima Odeio quando eu falo a coisa mais pessimista possivel e você me faz rir disso Odeio quando estou falando sério e você ri e diz "tá, sério" e continua rindo Odeio quando estou quietinho, sem vontade nenhuma de falar com ninguem e você me chama Odeio tua voz rouca me "mandando" pra cama Odeio quando tu "aparata", tudo fica tão vazio ali... Odeio quando tu diz "não" a muitas coisas que eu peço Odeio tantas coisas em tu mas Odeio de forma tosca Odeio às avesas e nas avesas do "Odeio" revelo o "Amo" que devia ter iniciado estes versos.
- Postado por: Luis às 13h54
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estreando template novo! em breve boto umas novidades nele, como por exemplo tirar o spam (em 1 ano não ganhei mais do que 1 real nessa bosta de uol afiliados) e boto uns links ali do lado... mas isso só durante a semana... hoje, pra estrear o template novo, alguma coisa nova... mas o quê? Vou tentar escrever algo aí... nem sei o quê vai sair, mas enfim...
Noite de Lua É noite de se ir pra rua O olhar perdido, a pele nua A luz apaga, verdade crua A chuva cai, "apaga" a Lua A chuva vai, rebrilha a Lua Ilumina a rua E volta à pele nua A minha pele nua Minha carne nas tuas E tudo à luz da Lua
- Postado por: Luis às 14h45
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mais de um mês em hiato... não de ideias, pois estas vinham aos atropelos, mas de vontade de dividir versos com algum leitor que ainda tem o hábito de vir aqui ver se mudou alguma coisa... agora a pouco, questão de minutos, saiu isso... ei-lo:
De onde vem a poesia? Poesia nasce em qualquer lugar Seja numa biblioteca cheia de livros Ou num balcão de um bar Seja rodeado de amigos Ou na solidão de só estar Rindo, chorando, brigando ou amando Nunca se sabem se versos vem à cavalo ou andando Embora... eu pense que eles venham voando! Nos pegam de atropelo Batem bem no meio, sem rima, feio Ou rimando, nos enrolando, feito novelo Versos são assim... Vem quando menos esperar Seja na varanda de casa Ou na imensidão do mar...
- Postado por: Luis às 01h07
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Reavivando o blog com uns versinhos que sairam meio atoa... antes que venham perguntar... Jaci é como os indigenas chamam a Lua.
Jaci
lua vazia sem melodia lua cheia poesia na veia lua minguante pensamento distante lua crescente verso ascendente
- Postado por: Luis às 15h06
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atalho
mais um pra minha Capituzinha (agora o blog tentando manter ativo...)
atalho
o nunca mais virou um atalho pro logo ali e logo ali eu já estava assim uma palavra arriscada uma pergunta bem fundamentada "quer namorar comigo?" as lagrimas dela e não precisava mais dizer nada lá ia eu de novo furada? cilada? nada!!! vou até onde der e não der atrás da amada
- Postado por: Luis às 02h20
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